Primeiro Post

A dialética de Hegel (tese, antítese e síntese) expressa nosso constante desenvolvimento nas formas de ver a sociedade, a política e a economia. Muito embora eu tenha defendido o liberalismo econômico puro por muitos anos, hoje vejo uma realidade diferente. Uma sociedade de estado mínimo, principalmente em um país em desenvolvimento como o Brasil, não deve incluir somente os 3 poderes e a defesa nacional. Precisamos zelar por condições mínimas de crescimento social das classes menos favorecidas com políticas públicas nas áreas de educação, saúde e bem estar social (parques, centros culturais e museus). Mas uma coisa no meu entedimento é imutável, empresas privadas produzem mais e melhor do que públicas.

Além do invidualismo, o coletivismo tem seu papel importante também no sentido de que fazemos parte de um todo, não vivemos isolados nesse mundo, uma forma de equilíbrio entre os dois talvez seja o ponto ideal. O mercado financeiro deve ser regulado, para que este se torne cada vez mais voltado para a produtividade, deixando de ser um mercado fictício, que não gera produção eficiente e benéfica para a sociedade.

Mais do que defendermos bandeiras partidárias (o que me causa desâmino frente aos politicos brasileiros), devemos defender valores morais, éticos e aprimorarmos o sentimento de solidariedade.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

4 comentários

  1. Bom questionamento, mas inspirado pela escola austríaca, tenho ainda suspeita de que o verdadeiro problema seja justamente o intervencionismo estatal, principalmente na economia. Como muito bem levantado por Mises no seu fabuloso “Theory of Money and Credit”, os bancos privados sem a proteção do estado, por sobrevivência, não se arriscariam a emitir mais títulos indefinidamente, pois devem possuir uma margem para eventuais retiradas. Com o aparecimento do zelo de um Banco Central, os mercados já não controlam mais a oferta na emissão de títulos (moedas) e essa perdeu seu lastro! Nisso que eu atribuo o problema da alavancagem excessiva das instituições. Moeda sem lastro possui somente valor “virtual”. Não há como criar riqueza simplesmente aumentando a oferta de dinheiro, na verdade, quando isso acontece, os agentes mais próximos à fonte tais como os investidores e banqueiros, usam disso para aumentar suas riquezas já sabendo do impacto, antes dele chegar ao assalariado.

    No caso da especulação, eu acho necessária. A especulação age como um “termômetro” de valor de determinado bem, principalmente os “inelásticos”.

  2. Afirmações muito inteligentes e pertinentes primo. Eu toquei em diversos temas de forma abrangente nesse primeiro post, agradeço muito pela resposta, será interessante tratarmos de cada tópico separadamente. O próximo post será sobre lastro da moeda e padrão-ouro. Depois postarei outro sobre a crise do sub-prime envolvendo a Fannie Mae e a Freddie Mac (as quais possuíam suporte estatal). Em um futuro próximo vamos ver até que ponto a especulação é saudável, e quando ela começa a interferir venenosamente na economia.

  3. Quando tratamos de política pública no cenário econômico é fundamental que saibamos separar as intenções das consequências. Intenções nunca devem ser relevadas, por melhores que elas sejam. E infelizmente o que vejo hoje no Brasil é uma constante guerra, que busca coroar o mais “puro” para guiar o país ao crescimento. A santidade dos nossos políticos jamais será suficiente ao exigirmos um estado que funcionaria apenas nas mãos de anjos. No que diz respeito ao chamado “desenvolvimento social” deve-se considerar aquilo que de fato funciona. Gastos governamentais nas áreas da saúde e educação, por mais nobres que eles possam parecer, geram maior escassez de serviços na área da saúde e educação para a população em maior desvantagem. Parece contraditório, mas seria tão óbvio se não fosse pelas santas intenções.

    Tais cruzadas que buscam eliminar o sofrimento dos pobres se assemelham com os programas da ONU para acabar com a fome na África – repletos de boas intenções, mas responsáveis pela grande falta de produção de alimentos no continente. O pobre é eliminado de qualquer nincho de mercado que o atenderia, e este se vê nas mãos do monopólio estatal. Por isso eu disse antes, “capitalismo para o rico, e socialismo para o pobre”. Este monopólio de serviços elimina qualquer viabilidade do mercado em atender tão grande parte da população. E o mercado se vê capaz apenas de fornecer serviços para a classe que consegue fugir deste monopólio – o rico.

    Quando nos deparamos com setores da economia que não recebem as bênçãos dos nossos políticos, vemos uma grande capacidade do mercado em se adaptar para trazer serviços para o pobre. Mesmo que estes não sejam tão superiores quanto aqueles que atendem o rico, mas sem sombra de dúvida anos luz melhor que aquele promovido pelo monopólio estatal.

  4. Obrigado pelo comentário Saul, grande discípulo do Ron Paul. A análise das intenções só é interessante para se analisar o que motivou as consequências, que como você bem disse são as que de fato importam. Concordo que o populismo é uma estratégia eleitoreira muito usada no Brasil. Políticas sociais funcionam quando diminuem a quantidade de pessoas passando necessidades básicas, a fome por exemplo é uma característica que qualquer olhar atento deve ser capaz de observar em sua população. Quanto aos países africanos, não confunda minhas palavras ao incentivar um Estado que interfere em algumas áreas da economia com um governo que interfere muito, e uma das características (apenas uma) que impulionou a pobreza na África em geral é a oferta de dólares feita pelo FED mencionada pelo Luís neste tópico, o qual irei tratar no próximo post e você já conhece muito bem. Sou também contra monopólio Estatal, artifícios que possam unir instituições privadas ao governo como por exemplo o uso de propagandas em praças mantidas por empresas pode ser uma solução eficiente. Há inúmeras formas de buscar alcançar a todos pesando menos para os que contribuem com impostos.

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