Ministério da cultura: necessidade diante de escassez?

A economia trata da articulação dos recursos escassos. Muito embora todos nós saibamos que todos os bens e riquezas ligados a um país representam um número finito, esse conceito não parece ter sido ainda digerido por completo pelos nossos governantes. Deve-se lembrar que assim como os recursos são escassos, eles também são modificáveis, ou seja, a associação de minério de ferro com outros insumos, serviços e tecnologia pode gerar uma riqueza mais proveitosa, como um computador, e a isso chamamos criação de riqueza.
O Estado lida com gastos, receitas, investimentos, assim como qualquer empresa, e isso faz com que as decisões devam ser tomadas de forma extremamente responsável.
Bem sabe-se que a maior parte da receita do governo é proveniente de impostos, isso significa que a população economicamente ativa é responsável por atender a todos os caprichos estipulados pelo governo.
A cultura é a vitrine do país para o mundo, tem papel importante na identificação nacional, e de fato representa os valores embutidos na sociedade. Pode-se dizer que a cultura é uma consequência da educação de um país, os valores que são apregoados em músicas são os mesmos recebidos na formação educacional do indivíduo, concluindo-se que investindo em educação, investe-se também em cultura.
Independentemente deste conceito, o julgamento econômico por parte do Estado sobre a necessidade de existência ou não de um ministério da cultura deve ser feito por alguns questionamentos básicos: essa atividade é essencial em tempos de crise? A iniciativa privada poderia suprir à custos baixos? O que hoje existe de público e de iniciativas individuais nessa área é suficiente para suprir as demandas dos que não têm como custear os custos mais baixos?
Antes de julgarmos se o governo deveria suprir qualquer necessidade da população, devemos lembrar que para cada espetáculo promovido pelo Estado, existe um trabalhador agrário queimando a moleira debaixo do sol para sustentar.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

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