Estimativa da curva de Laffer pode ser o caminho para salvar o Brasil

Recentemente o presidente Michel Temer se manifestou sobre a votação da política fiscal que será adotada no Brasil, afirmando que não haverá acréscimo de impostos. Tal atitude foi assertiva principalmente comparando-se com o expansionismo estatal promovido pelo PT ao longo de seus 13 anos na frente do governo.

A legislação atual não permite que haja uma diminuição considerável nos impostos, situação que se mostra como obstáculo para o desenvolvimento do país.

Todos os economistas concordam que a partir de determinada porcentagem da taxa tributária, a receita do Estado começa a diminuir ao invés de aumentar, esse conceito é simples quando se pensa que o lucro das empresas é inversamente proporcional à quantidade de impostos.

Além de afetar o surgimento de novas empresas, bem como a prosperidade das existentes, o aumento de impostos afeta também a situação dos trabalhadores, pois neste cenário o lucro reduzido ou até mesmo prejuízos, faz com que empresas demitam funcionários, deixem de contratar e não efetuem aumentos de salários, à exemplo do índice de desemprego no Brasil hoje.

No tocante à globalização, empresas multinacionais deixam de abrir filiais ou expandir investimentos no Brasil devido também à alta carga tributária. Sem dúvida o problema maior do país hoje, aliado à corrupção, é a carga tributária que ao incluir impostos diretos e indiretos deve ser superior a 70%.

Os impostos indiretos são aqueles que você paga ao consumir um produto por exemplo, pois além de ter tido sua renda reduzida, você é tributado indiretamente quando adquire qualquer produto, afinal, o imposto cobrado da empresa reflete-se também no preço da mercadoria.

São necessárias atitudes por parte do legislativo para possibilitar ao executivo a diminuição dos impostos, o estudo de Romer & Romer indica que a porcentagem a ser cobrada não deveria ser superior a 33% (a receita do Estado diminuiria indubitavelmente se a carga tributária fosse superior a essa taxa).
Com o déficit orçamentário atual talvez a carga não deva ser muito inferior a 33 porcento, mas se chegássemos a este valor já seria um avanço incalculável para o Brasil.

Recomendo uma estimativa da curva de Laffer para o país e disponibilizo o vídeo que a explica a seguir:

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

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