A Inglaterra será feita de bode expiatório com saída da UE

O processo de união entre as nações sofreu um enorme retrocesso com a divulgação de que o Reino Unido não participará mais da União Europeia. A burocracia para a criação de novos acordos comerciais faz com que a perda dos existentes seja extremamente dolorosa e prejudicial.

O mundo está se configurando entre 2 grandes blocos internacionais: BRICS e UNIÃO EUROPEIA + NAFTA, enquanto tudo apontava que haveriam progressos na política de laissez-faire, onde impostos na comercialização entre países são reduzidos, impulsionando o livre-mercado e contribuindo para o desenvolvimento dos povos, houve um retrocesso na mutilação de um bloco que possui uma infinidade de acordos bem definidos, economias fortíssimas e até mesmo uma moeda de troca.

Muitos analistas estão prevendo a iminente destruição da união europeia, eu sigo uma linha de pensamento diferente. Com a queda das bolsas de valores, a desvalorização da libra frente ao dólar e o rebaixamento do nível de avaliação da Inglaterra por órgãos classificadores internacionais, o país será feito de bode expiatório com uma fuga de capitais exorbitante no país.

A tendência do mundo hoje é de unificação, o comércio livre baseia-se principalmente na teoria econômica de que troca de mercadorias são sempre proveitosas, mesmo que a Inglaterra produza melhor batatas e produtos eletrônicos por exemplo, o comércio com um país grande produtor de batatas de qualidade inferior possibilita ao país investir mais tempo e recursos naquilo que atrai maior capital, que são os produtos mais trabalhados.

Pela fuga de capitais a Inglaterra perderá um grande amigo cambial, que era o EURO, e a libra sofrerá quedas desproporcionais, gerando uma inflação considerável no país.

Muitos dos que votaram pela saída da Inglaterra do bloco já se arrependeram ao perceberem que quando se trata de economia global, o mercado é implacável para com os que se isolam, o mundo todo sofrerá com diminuições de trocas de mercadorias com a fortíssima economia britânica, mas no longo prazo, sem dúvida, a maior prejudicada será a própria Inglaterra.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

5 comentários

  1. Concordo plenamente, se fosse uma má ideia ou se houvesse negatividade com a união européia a Alemanha e sua Chanceller já teriam desistido dessa ideia é não insistiriam tanto na pró permanência dos países anexados a união… Com essa péssima decisão dos Britânicos a Inglaterra já anuncia uma coxa de retalhos nos seus estados que queria independencia….Talvez, eu digo talvez essa decisão equivocada dos Britânicos tenha influência em sua.nostalgia de saudosismo de Reinado Absoluto e Imperialismo, o que desacorda com o velho ditado de que A UNIAO FAZ A FORÇA, as táticas imperialistas já não funcionam.mais.num.mundo que PRECIZA sim ser global…Creio que apenas a Suíça que já nasceu Neutra e sobrevive muito bem obrigado permanecerá do jeito que está dando certo, no resto todos precisam mesmo darem se as mãos e se unirem.para lutar contra as tantas burocracias mundiais e seus jogos de interesses em que poucos ganham tanto é todos ganham tão menos, tomara Deus colocasse um juízo de arrependimento no povo da Inglaterra e voltassem atraz em seu orgulho Real para uma sanidade Realista!! Thanks, César..

  2. A questão não é simplesmente econômica. A Inglaterra quer restaurar a soberania. Os rumos e costumes dos cidadãos ingleses eram ditados e decididos por franceses e alemães em Bruxelas.
    Você achou legal a tentativa de intromissão da Venezuela e da Bolívia nas questões internas do Impeachment? Eles queriam evocar a infame Cláusula Democrática.
    Imagine decisões que afetam diretamente o cidadão brasileiro sendo tomadas por argentinos na Venezuela.

  3. Obrigado pelo comentário Eduardo, xenofobia transvestida de discurso soberano não me cativa. A união pacífica é o único meio para contribuirmos para o desenvolvimento da humanidade. Independentemente do nosso juízo de valor social, o que eu comentei nessa publicação já é notícia velha, é o que se espera do mercado nos moldes do sistema financeiro atual.

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