Preocupações dos bancos de investimento, fundos de pensão e bancos múltiplos frente à SELIC

Na publicação sobre as pressões dos bancos sobre a taxa SELIC tratei das pressões feitas pelos bancos comerciais para com o presidente do Banco Central para a definição da taxa SELIC (taxa de juros básico da economia).

Os bancos comerciais são aqueles que lidam mais diretamente com a população de modo geral, com empréstimos, gerenciamento de contas bancárias, cartões de crédito, investimentos em títulos de renda fixa, DI, entre outros produtos voltados para pessoas físicas e jurídicas com caráter de curto ou médio prazo.

Fundos de pensão são instituições sem fins lucrativos que recebem contribuições  oferecendo planos de aposentadoria e pensão, são muito comuns entre funcionários de empresas públicas.

Os bancos de investimento ofertam investimentos de médio (acima de 1 ano) a longo prazo, lidam principalmente com empresas presentes na bolsa de valores, atuando com gerenciamento de IPOs (ofertas de ações iniciais de empresas privadas na bolsa) e lhes concedendo financiamentos para manutenção de capital de giro.

Bancos múltiplos são bancos que atuam como bancos comerciais e bancos de investimento.

Absolutamente todos, digo todos, esses agentes financeiros pressionam o presidente do banco central a aumentar a taxa de juros, os bancos comerciais eu já tratei na publicação que fala dos bancos, os fundos de pensão investem a grande maioria de seus recursos em opções seguras de investimento, o spread dos bancos de investimento é maior quando a taxa de juros é mais alta. Isso serve também para seguradoras financeiras e ofertas de fundos de previdência privada.

O que percebemos é que os governos (quando querem vender títulos públicos e aumentar as dívidas), os bancos e os agentes financeiros querem juros mais altos, então quem iria querer que a taxa SELIC diminua? Na próxima publicação tratarei deles, que são as empresas produtivas de capital aberto e a população, e explicar o porque da taxa SELIC ter relação direta com inflação.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

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