Relação entre taxa SELIC e inflação, economia produtiva, guerra cambial, paz e cooperação comercial

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” (I Cor. 13:11).

Se você leu todas as publicações deste blog até aqui e ler esta, passará a analisar a economia mundial com olhares adultos, entendendo os diferentes movimentos ideológicos fundamentados na economia, recebendo alimento sólido mais valioso do que qualquer commodity que possa ser oferecida. A sabedoria é o ouro mais puro que pode ser dado. Esta será a publicação mais importante deste blog até hoje.

Quando o banco central do Brasil aumenta a taxa SELIC, este controla a inflação por um motivo mor: investimentos seguros no Brasil se tornam mais atraentes, e para que investidores estrangeiros possam comprar títulos públicos e bancários no Brasil eles precisam trocar dólares por reais. A relação entre câmbio e inflação se tornou óbvia para nós brasileiros quando se observa a criação do plano real, o qual estabeleceu um modelo de conversão fixo do real para o dólar, moeda que solucionou inflações estratosféricas no Brasil.

Quando títulos públicos e bancários são mais atrativos, há a predominância da usura, e a bolsa de valores recebe menos investimentos. Na Bovespa e BM&F estão as verdadeiras riquezas do país, empresas que satisfazem as necessidades da população com produtividade efetiva, que geram riquezas, empregos e contribuições sociais com impostos. Mas nem tudo são flores até mesmo na bolsa, infelizmente alguns especuladores gananciosos vendem ações de empresas à preços exorbitantes pela lei de oferta e demanda através do que Francois Chesnais chama de jogo financeiro em um mercado fictício e ineficiente, um exemplo claro disso foi a OGX, que antes mesmo de começar a funcionar no mercado já tinha arrecadado recursos de forma exorbitante através da especulação. Os derivativos criam um cenário ainda pior para essa situação, onde negociações de risco alavancado traduzem o que Marx disse sobre no capitalismo haver papéis negociados como se fossem mercadorias, quando na verdade não há valor algum neles. Esta análise de Marx pode ser usada também para perceber que o dólar hoje não possui qualquer commodity de sustentação, e possui apenas valor de credibilidade, pois devido ao Bretton Woods este se tornou a moeda de troca internacional.

Quando o Federal Reserve compra títulos públicos americanos no mercado aberto ele faz o que é chamado de oferta de moeda, tática usada em 2009 para superar a crise do subprime. As dívidas absurdas americanas são em dólar, e o monopólio do FED sobre o dólar faz com que inflações sejam exportadas a todos os países do globo quando eles fazem ofertas de moeda, com exceção da Coréia do Norte, que tem sua economia completamente fechada.

A China está com planos de criar uma moeda de troca para os BRICS, e qualquer decisão comercial de envolvimento maior com BRICS ou UE pode definir o rumo do Brasil.

Existe uma solução para a paz cambial no mundo, mas essa dependeria exclusivamente dos Estados Unidos admitirem os seus pecados e entregarem o poder sobre o dólar à ONU. A enorme maioria das transações atuais são eletrônicas, o uso de uma tecnologia como o bitcoin impediria o aumento ou diminuição da quantidade de moeda no mundo após a conversão de todas as moedas em uma moeda tecnológica. Seria ainda mais eficiente do que o padrão-ouro, pois a fiscalização dos países membros da ONU sobre essa moeda impediria inflações e deflações de cunho cambial no mundo.

Tratados de paz mundial poderiam ser feitos através disso fazendo com que os países hostis que queiram ter a opção de fiscalizar essa moeda se tornando membros da ONU, entreguem suas armas de destruição em massa para a própria ONU. Caso do Iran e Coréia da Norte.

Os defensores do liberalismo econômico incentivam, mesmo que não por esse motivo, a usura e a satisfação das regras do sistema econômico atual. Os comunistas defendem a podridão do expansionismo corrupto e ineficiente dos governos. A proposta deste blog é equilibrar as forças de todos os agentes na economia, analisando a economia de forma a equilibrar e limitar a ganância de todos os interessados, buscando sempre a justiça, a liberdade e o desenvolvimento de toda a sociedade.

A única solução para os problemas econômicos está na união e cooperação entre países. Peço aos leitores que curtam a página MAM Economia no facebook, leiam as publicações, curtam, compartilhem e comentem para disseminação de valores que contribuem para os ideais deste blog.

 

 

 

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

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