Boas práticas de Governança Corporativa: níveis de classificação da Bovespa

Governança Corporativa é o conjunto de práticas de gestão que intenta otimizar o desempenho das atividades empresariais e minimizar os inevitáveis conflitos existentes entre todas as partes ligadas a empresa, tais como acionistas, gestores, funcionários e credores (neste caso, facilitando o acesso a financiamentos e a diminuição dos custos atrelados a estes). Trata-se, basicamente, de práticas de gestão que buscam gerar transparência e melhorias no exercício das funções das companhias.

Dentre estas práticas, destacam-se: pontualidade na divulgação de balanços, número expressivo de gestores pertencentes ao conselho administrativo, pouca ou nenhuma participação estatal no capital da empresa, transparência e detalhamento das informações publicadas aos acionistas, uso de padrões internacionais consistentes na divulgação de relatórios, existência de uma auditoria interna e outra independente, entre muitas outras.

As práticas de governança coorporativa apresentam o sentido de facilitar ao investidor o acesso às informações financeiras e operacionais das empresas, facilitando a quantificação e avaliação do risco do investimento. Dado que boas práticas de Governança Corporativa geram expectativas positivas por parte dos investidores, estas acabam por ter impactos diretos e positivos nos preços das ações das companhias ofertadas na bolsa de valores, ampliando seu valor e o retorno por ação.

No Brasil, destacam-se os códigos do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A BM&F/BOVESPA classificou empresas por diferentes níveis de governança, são eles: Básico, Nível 1, Nível 2, Novo Mercado, Bovespa Mais Nível 2 e Bovespa Mais. Veja as características de cada nível clicando no link seguinte:

http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/listagem/acoes/segmentos-de-listagem/sobre-segmentos-de-listagem/

Indubitavelmente, essas classificações corroboram para o aprimoramento das atividades das empresas brasileiras, diminuíndo a diferença entre a produtividade efetiva e a fictícia (conceito que tratei nesse blog na publicação sobre taxa SELIC e inflação). É uma forma do próprio mercado se auto-regular.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

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