Legalização de cassinos, liberdade soberana e responsabilidade individual

O senado irá votar sobre projeto de lei que regulariza a exploração de jogos de azar, permitindo a criação de cassinos, bingos e jogo do bicho. Estima-se que hoje no Brasil as apostas clandestinas movimentem em torno de 18 bilhões de reais por ano.

São vários os aspectos sociais que devem ser levados em consideração nessa votação, os efeitos econômicos são óbvios: atração de turistas internacionais, geração de empregos, tributação sobre atividade já existente e ainda não tributada, possibilidade de atração de investimentos internacionais seja por meio de empresários ou de uma possível abertura de capital de empresas que irão prover esse serviço, direcionamento  dos atuais gastos dos brasileiros para exercício dessa atividade fora do país para dentro do território nacional, entre outros.

No que tange a análise social do tema, a imoralidade do socialismo cultural no Brasil faz com que o Estado seja visto como uma pátria provedora e cuidadora, esse sentimento de paternalismo vai em contramão ao nacionalismo, o qual desperta a ânsia de se contribuir para o país de modo geral.
O conflito entre essas duas formas de pensar é decisivo na forma em que a sociedade é regulada, alguns grupos de expressão desejam indefinidamente exercer tirania perante as ações livres individuais tentando coibir o exercício da liberdade de outrem sob o argumento de que este não é capaz de tomar decisões sadias por si próprio. A visão paternalista de governo possibilita o afloramento da intolerância e diminui a possibilidade de escolhas do indivíduo no país.

Existem dois perfis de apostadores, hoje observados nas loterias legalizadas e nas alavancagens dos mercados de opções e futuro da BM&F: os responsáveis e os inconsequentes. Há quem compre poucos bilhetes lotéricos por mês assim como aquele que deixa de comprar comida para sua família para tentar ganhar na loteria, apostas podem ser vistas como entretenimento assim como podem representar abismo financeiro. Privar as melhorias econômicas ao país citadas no início desta publicação em prol de se fazer imperar o código moral de poucos, o monopólio atual do Estado sobre as atividades lotéricas e vistas grossas para a atividade criminosa de cassinos clandestinos não me parece papel do Estado.

Que a liberdade prevaleça frente à tirania, e que o brasileiro se sinta cada vez mais responsável por suas escolhas, ao invés de incentivar o exercício desta função por parte  do Estado.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

Um Comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *