Armas tecnológicas: um novo paradigma para o exército

O Brasil é um dos países que menos investe em exército proporcionalmente ao seu PIB no mundo, nos últimos 10 anos a média dos recursos disponibilizados a este foi de 1,5%. do PIB nacional.  Parece pouco mas devido ao poderio econômico do Brasil, esses gastos são maiores do que o do governo de Israel (que vive sob ameaças constantes). Muitos são os aspectos que devem ser levados em consideração para análise desse tema, esta publicação tentará trazer luz à formas de administração eficientes destes recursos.

O paradigma para o exército brasileiro é muito diferente do de Israel, o Brasil não sofre ameaças reais de invasão, não possui inimigos declarados, seus vizinhos são pacíficos e a extensão de suas fronteiras é infinitamente maior do que a do Estado judaico.

A maior parte dos gastos do exército hoje é com proteção às fronteiras, principalmente para o combate ao tráfico de entorpecentes, de armas e de contrabando. Medidas impopulares econômicas reduziriam enormemente estes gastos, a legalização da maconha (conceito já tratado neste blog), a liberação do porte de armas para maiores de 18 anos sem ficha criminal e a redução de impostos tanto para cigarros como para importação de produtos tecnológicos dariam ao exército a possibilidade de realizarem investimentos em um novo paradigma de defesa produtiva e eficiente, que seria o de armas tecnológicas.

Investimentos em pesquisa de armas tecnológicas não só protegeriam o país, mas patentes de novas descobertas poderiam ser compradas pelo setor privado para desenvolvimento de produtos que beneficiariam a população. Imagine por exemplo um centro de pesquisas que desenvolva torres que emitam frequências sonoras temporariamente ensurdecedoras a serem colocadas nas fronteiras. Os caminhos realizados para pesquisas nessa área poderiam colaborar para pesquisas adjacentes que intentariam curar deficiências de audição.

Gastos com tanques e bombas são antiquados, promovem destruições, são gastos absolutamente sem retorno produtivo, e não colocam o Brasil em destaque no cenário global.

O mundo caminha para uma conscientização geral de paz onde armas que preservem a vida (mesmo a de inimigos) poderiam ser usadas para defesa de territórios, assim como para o combate aos lastimáveis ataques terroristas tão recorrentes atualmente.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

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