Uso de propagandas para manutenção de calçadas, canteiros e praças

Como citei diversas vezes neste blog, as atividades públicas tendem a ser ineficientes e são extremamente vulneráveis à corrupção. O governo Temer tem tomado iniciativas de redução dos gastos do governo, através da PEC que limita o aumento dos gastos públicos, da reforma da previdência e da exigência de contrapartidas para a renegociação das dívidas dos estados. A redução de gastos públicos atrai investimentos privados para o país ao reduzir as necessidades de endividamento e de aumento de impostos, portanto esta é benéfica, e é um dos caminhos para sairmos da crise.

Essas três medidas foram extremamente importantes para o país, mas podemos avançar muito mais. A redução de gastos com parlamentares e ministérios tem sido cada vez mais cobrada pela população, e nenhuma iniciativa foi tomada nesse sentido ainda pelo governo. Aparentemente, por motivações políticas, o presidente Temer reduziu alguns ministérios assim que tomou posse, e também por motivações políticas, criou mais dois ministérios recentemente.

Uma das iniciativas para redução dos gastos públicos foi proposta por esse blog, que seria a criação de uma emenda constitucional que extinguisse a concessão de qualquer auxílio, como moradia, paletó, etc, para todos os órgãos públicos, publicação que pode ser lida clicando aqui.

Uma outra iniciativa, a qual cogitei recentemente, seria a seguinte:

Muitas páginas na internet não cobram nada para que sejam visualizadas, porém se observa a presença de propagandas em abundância, qualquer ambiente que ofereça visibilidade para um grande número de pessoas fornece a possibilidade de utilização de seus espaços para marketing.

Quanto valeria, em termos de propaganda, uma lata de lixo, como a que vemos nas ruas, com a imagem de uma empresa privada no meio da calçada da avenida paulista, por exemplo? Quantas pessoas passam por dia por ela?

A iniciativa privada poderia fazer propagandas inseridas em latas de lixo, e em contrapartida os municípios, estados e o governo federal exigiriam a concessão dessas latas, a limpeza e manutenção dos jardins (requerindo padrões de primeiro mundo) e quem sabe até manutenção do meio-fio e calçadas em canteiros de avenidas cujos locais seriam concedidos. O número de contrapartidas dependeria de um estudo de marketing para quantificar o valor destas propagandas, sendo que diferentes locais possibilitariam a exigência de diferentes contrapartidas. Caberia aos órgãos do governo definir o mapeamento dos locais e suas respectivas concessões.

Tal iniciativa diminuiria gastos do governo, aumentaria a qualidade dos serviços prestados e tornaria nossos centros urbanos cada vez mais visualmente atraentes.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

3 comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *