Tributação do Uber e instalação de câmeras em veículos associados

Os ideais do liberalismo têm aflorado no Brasil de forma exorbitante, e a defesa da não tributação do uso do aplicativo Uber também. Sou contra o liberalismo porque a falta de regulações por parte do governo disseminaria a usura em todos os setores da economia, bancos poderiam emprestar todos os valores depositados nestes com a ausência do compulsório exigido pelo banco central, multas de atraso de pagamento de contas de energia, luz, gás, telefone, entre outros possuiriam juros consideráveis, remédios de baixíssimo preço possivelmente fugiriam das prateleiras das farmácias por interesses gananciosos de indústrias farmacêuticas, haveria menos transparência em dados financeiros disponibilizados por sociedades anônimas, títulos financeiros inviáveis como os do subprime em 2008 seriam vendidos em abundância, ou seja, todos os sintomas do sistema de acumulação financeirizado tratado por François Chesnais se disseminariam sem absolutamente controle algum. Trato do liberalismo na publicação: Liberalismo ou ideologia da usura? Saiba o que os liberais realmente defendem.

Liberais utilizam-se sempre do conceito de Estado extremamente mínimo à qualquer situação, uma lógica simplista para situações complexas, mas o lado benéfico dessa ideologia é o de que o Brasil precisa desesperadamente de uma reforma tributária, necessitamos reduzir enormemente os valores cobrados de impostos para que o país receba maiores investimentos, um exemplo clássico do peso da tributação aplicada no Brasil está refletido nos custos de uma locomoção realizada através de táxis ao invés de veículos vinculados ao Uber. Menos impostos não significa ausência destes, e muito menos a cobrança de impostos de uma classe de serviços em detrimento de outra. A tributação sobre os táxis e a ausência desta sobre o Uber esbarra no princípio de equidade, onde o governo oferece peso a uma classe de trabalhadores, favorecendo a outra.

Tal favorecimento oferece vantagens competitivas que tendem a minar os investimentos já feitos e o exercício do serviço oferecidos pelos táxis, os quais contribuem socialmente com impostos, e subsidiam outra classe de trabalhadores. Reforço novamente a idéia de que para que o Brasil caminhe em busca do desenvolvimento, precisamos reduzir impostos de forma sistêmica, mas sem favorecer uma classe em relação à outra.

O aplicativo Uber tem hoje um desafio para lidar, desde que permitiu o uso do dinheiro como forma de pagamento, houve um aumento considerável no número de assaltos, e muitos motoristas estão migrando para aplicativos que ainda exigem o uso de cartão de crédito.

Este blog oferece uma solução parcial para a questão, tenho conhecimento de alguém que pagou 30 reais para uma empresa instaladora de sons para a instalação de uma extensão elétrica até o canto direito superior do carro, implementando o que eles chamam de soquete, tal soquete por exemplo, poderia ser usada para a instalação de uma webcam com uma visão ampla do carro. A webcam poderia estar conectada a um sistema de segurança central oferecido pelo Uber, onde este faria gravações do que acontece dentro dos veículos. O formato digital das gravações e a capacidade de servidores disponíveis atualmente me fazem presumir que o sistema seria economicamente viável, geraria vantagens comparativas para a empresa e aumentaria a segurança tantos dos motoristas como dos passageiros. Naturalmente que não proponho essa idéia como uma exigência do governo perante o Uber, não passa de um conselho para uma iniciativa da própria empresa para aprimoramento de seus serviços.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

3 comentários

  1. Dumping social .
    Evasão de divisas.
    Travalho escravo.
    Compra de liminares.
    Vínculo empregatício .
    Questionamentos que faço á respeito desta empresa!

    1. Trabalho escravo é quando se obriga o trabalhador a trabalhar alem do limite permitido, a uber não estipula nenhuma carga horaria para seus parceiros, os parceiros uber fazem seus proprios horarios, as liminares são concedidas e não compradas (unica coisa que é comprada é no caso o advogado, para que ele trabalhe a favor do motorista). Questionamentos que eu faço, que estes sim diferentes dos seus, são fatos. Venda de vagas, aluguel de vagas, aluguel de carros (taxis), aumentos excessivos das bandeiras, serviço de péssima qualidade. Sobre as vagas… Sabemos que as vagas são concedidas pelas autarquias municipais…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *