Gastos com a dívida pública correspondem à 36,6% do orçamento de 2017

O congresso estabelece um limite de gastos de governo para o ano vigente através da Lei Orçamentária Anual (LOA), no ano de 2017, o limite estabelecido foi de 3,5 trilhões de reais. Veja como os gastos do governo para este ano ficaram discriminados:

Como se pode ver na imagem acima, 27% dos gastos deverão ser destinados à amortização da dívida pública (pagamento de parte dessa dívida) e 9,6% representam os juros e encargos da mesma, totalizando 36,6% do orçamento destinados aos gastos com a dívida pública.

Quando o governo federal deseja contrair empréstimos, o modo mais utilizado é a emissão de títulos públicos, que nada mais é do que um documento criado pelo governo para atestar que o titular deste tem direito ao valor pago por ele somado aos juros que serão aplicados. A venda dos títulos públicos para pessoas físicas é feita através do tesouro direto, o leitor poderá observar os juros aplicados no país hoje para esses títulos através do site do tesouro direto. É importante salientar que os juros de todos os títulos públicos são baseados na taxa selic, a qual é explicada na publicação deste blog:

Entenda o que é a taxa Selic através dos conceitos: Compulsório, Redesconto e Mercado interbancário

A quantidade de títulos públicos vendidos para pessoas físicas é ínfima, na próxima publicação deste blog serão detalhados quais são os credores da dívida nacional que hoje está acima de 1,7 trilhões de reais.

Políticos de esquerda atribuem o nome de rentismo aos gastos do governo que são direcionados à divída, não se pode negar que são extremamente altos, correspondem exatamente ao tamanho das dívidas que o país contraíu ao longo do tempo, justamente para financiar o inchaço que foi gerado na atuação do Estado na economia. Uma medida eficiente para diminuir os gastos futuros do país com a dívida é a diminuição da taxa SELIC, medida que tem sido tomada agressivamente pelo governo Temer.

Políticos e aspirantes a políticos irresponsáveis propõem o que eles chamam de fim do rentismo, que seria a falha do cumprimento das obrigações do país para com a dívida pública. O calote na dívida faria com que absolutamente todos os índices financeiros do país sofressem queda, agências de classificação de risco colocariam o Brasil entre os países mais arriscados para se investir no mundo, o que geraria fuga de capitais não somente da bolsa de valores, como da economia real do país. Não é exagerado dizer que o calote a esta dívida geraria colapso financeiro da nossa economia.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin e Viapol. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *