Petismo se assemelha à síndrome de Estocolmo

O debate político no Brasil, assim como os critérios utilizados pela população para a definição dos políticos para os quais irá votar, carece enormemente de aprimoramento intelectual, bom senso e um mínimo sequer de conhecimento sobre economia.

Discussões em redes sociais e movimentos de artistas (aparentemente peritos em gestão pública) me fizeram indagar se estamos por decidir em segundo turno o futuro ocupante do cargo de presidente da república ou do cargo de Miss simpatia, ou ainda, quem sabe, o ator principal do novo clip de We are the world do Michael Jackson. Pelo que parece, são mais importantes as opiniões de cunho sexual de um presidente do que o rumo econômico que será dado ao país.

Me pergunto quantos se dignaram a estudar as propostas de governo do PT e as de Bolsonaro, aos que não tiveram esse trabalho, o que posso dizer é que o PT propõe mais do mesmo. O mais do mesmo dos governos do PT todo mundo já conhece, maior intervenção do Estado na economia, aumento de impostos, aumento de gastos públicos, políticas baseadas em geração de cotas de privilégios para minorias, ou seja, a receita perfeita para uma recessão vindoura ainda pior do que a que passamos no final do governo Dilma.

Bolsonaro promete exatamente o contrário, políticas intensas de privatizações, não concessão de privilégios à minorias, diminuição de gastos públicos, estímulos à produtividade, combate rigoroso à corrupção e criminalidade, maior facilidade de porte de armas para pessoas de bem (tratei sobre esse tema em uma publicação, clique aqui para lê-la), entre outras propostas que fariam com que o Brasil atraísse maior capital estrangeiro e caminhasse mais para direita, já que ficou atolado na esquerda por mais de uma década.

Muitos temem medidas sociais repressivas à algumas minorias, o que posso dizer sobre isso é que vivemos em um Estado Democrático de Direito, o presidente é o líder de um dos três poderes, está abaixo da constituição, não pode criar leis que retirem direitos fundamentais de nenhum cidadão, seja gay, lésbica ou feminista. Se não haverão medidas nesse sentido, qualquer discussão sobre esse tema é irrelevante.

Outro tema bastante discutido recentemente é uma possível volta de ditadura através de um golpe militar. A democracia no Brasil já possui 33 anos, o exército está sucateado, qualquer um que intentasse isso receberia protestos da grande maioria da população e possivelmente intervenções de países desenvolvidos, já que o Brasil abriga hoje inúmeras multi-nacionais, além de ter papel fundamental para a economia no mundo.

O que se deve perguntar é: você quer mais mortos em filas de hospitais públicos lotados? Maior taxa de desemprego? Crises e mais crises econômicas? E principalmente, níveis inimagináveis de corrupção? Presumindo que a resposta seja não, peço que não vote no PT.

Mestre em Economia e Doutorando em Administração pela California International Business University. Atuou no mercado de capitais e derivativos entre 2004 e 2011 e como consultor nas áreas de Controladoria e Finanças do software de gestão SAP desde 2011 nas empresas: Applied Materials, Costco Wholesale, Anglo Gold Ashanti, Grupo Ferroeste, Tambasa, Usiminas, Eletropaulo, Celpa, Cemar, BRF, Leroy Merlin, Viapol , Roche e ACG Capsules. Curta a página MAM Economia no Facebook clicando na respectiva figura no menu direito da tela.

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